Julho: o primeiro passo

A investigação de julho começou com uma pergunta simples: como se dá o primeiro passo quando o caminho já faz sentido?

Percebi que passei anos à procura de respostas antes de agir, como se precisasse de garantir a direção certa antes de avançar. Mas quanto mais escrevo sobre isto, mais a pergunta muda. Talvez o problema não seja saber como dar o primeiro passo, mas perceber o que é, afinal, o primeiro passo.

Ao ler William Bridges encontrei uma ideia que me fez pensar com maior amplitude: mudança e transição não são a mesma coisa. A mudança pode acontecer de fora para dentro; a transição é o processo interno que torna essa mudança real.

Talvez seja por isso que tantas vezes mudamos de trabalho, de cidade, de relação ou de projeto sem sentir que algo realmente mudou.

Passei a investigar hipóteses: e se o primeiro passo não for uma ação, mas o reconhecimento de que algo em nós já terminou? Será que o primeiro passo não é avançar, mas largar?

Tenho a sensação de que esta pergunta me está a levar para um lugar importante. Ao longo deste mês vou investigar isto através da escrita, da experiência, da perspectiva de outras pessoas e das ideias que me têm acompanhado.

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